E-commerce do zero, como estruturar sua loja virtual

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No século XXI, com o boom das tecnologias, os negócios estão cada vez mais investindo em recursos on-line, sendo algum deles exclusivamente virtuais. Dessa forma, o e-commerce (comércio eletrônico) assume um importante papel no setor comercial. Sendo que algumas agências entregam o serviço de e-commerce com excelência e outras de forma equivocada. O que compromete a entrega de um bom serviço ao cliente. 

O e-commerce, abreviação de eletronic commerce, só pode ser considerado como tal quando vende produtos de uma única empresa. Tendo a vantagem para o empreendedor que quer vender produtos de nicho e para um público-alvo segmentado. Ele funciona por meio da exposição dos produtos a serem vendidos, escolha da entrega e do método de pagamento. Além disso, diferencia-se do Market Place, também online, porque oferece a garantia e entrega do produto comprado. Não funcionando só como um intermediador de pagamentos e vitrine online para diversas empresas. 

De acordo com o Sebrae, a maior parte das pessoas que decide abrir um negócio virtual acredita de forma errônea que a compra ou aluguel da plataforma de e-commerce corresponderá a maior parte dos custos da empresa. Entretanto, esses custos devem estar entre 15% e 20% do investimento. E o restante, investido em gestão e logística, operações, Pesquisa de Mercado e planejamento virtual. Dessa forma, o planejamento estratégico digital da empresa estará bem estruturado e facilitará a compra do cliente, alavancando as vendas do negócio.

 No período de pandemia da Covid-19, o meio digital ganhou mais peso na vida de todos os brasileiros. Afinal, desde abril, a maioria dos comércios enfrentam dificuldades de vendas e captação de clientes. Isso devido ao isolamento social que trouxe diminuição do poder de compra da população, desemprego em massa e queda econômica. Com isso, o e-commerce foi de fundamental papel para a reestruturação dos empreendimentos. Demonstrando uma nova possibilidade de varejo: automatizado e monitorado, com novos canais de venda online, que só cresce.

Canvas para negócios

Ademais de saber a importância do e-commerce, principalmente em tempos de isolamento social, é necessário colocar esse conhecimento em prática na empresa: Como estruturar o negócio? Como instaurar o e-commerce de maneira eficiente? A resposta a essas questões se inicia com a criação do Canvas para Negócios. Ferramenta essencial para o planejamento estratégico e estruturação do modelo de negócios.

O primeiro passo dentro do Canvas, de acordo com o Sebrae, é a definição da proposta de valor do negócio. Isto é, o que a empresa irá oferecer para o mercado que vai agregar valor aos clientes e sanar ou melhorar suas dores. Depois, deve ser estabelecido os critérios que tangem “a quem” se direciona o produto ou serviço: segmento de clientes, canais e relacionamento com os clientes. O primeiro, diz respeito a qual o segmento de clientes é o foco da empresa. Já o segundo, como o cliente compra e recebe o produto/serviço e o último, como a empresa se relaciona com cada cliente. 

Depois de definir “a quem” se direciona o negócio, deve ser estabelecido o “como”: atividade-chave, recursos principais e parcerias principais. Ou seja, quais são as atividades essenciais para entregar a proposta de valor, os recursos necessários para as atividades-chave. E quais são as atividades-chave terceirizadas ou com recursos principais adquiridos fora da empresa, respectivamente.

O último passo é estabelecer o “quanto” a empresa terá que investir para contemplar os demais aspectos. O primeiro é a estrutura de custos, que são os custos relevantes para o funcionamento da estrutura. Além da proposta e fontes de receita, que são as formas de obter receitas por meio da proposta de valor.

Portanto, a análise mercadológica é crucial para estruturar o funcionamento do negócio. De forma que todos os critérios sejam contemplados para melhor captação de clientes, posicionamento da marca e alavancagem de vendas (seja no ambiente físico ou online).

A escolha da melhor plataforma 

 A escolha da melhor plataforma é feita depois de estabelecer o público-alvo e os objetivos da empresa. Assim, esses aspectos serão o norte para o empreendedor de como começar a atuar em seu negócio virtualmente. Depois da definição desses parâmetros, é preciso observar qual das soluções de e-commerce mais atendem a empresa. De acordo com o Sebrae, existem três tipos: plataformas open-sourse (gratuitas e de código aberto), híbridas (customizadas ao cliente) e as proprietárias. 

A plataforma open-sourse, inicialmente, tem custo menor. Entretanto é necessário que o empreendedor contrate uma empresa a parte para o desenvolvimento do layout, customização de acordo com o público-alvo e manutenção da segurança do código da plataforma. Contudo, esses custos são altos e exigem uma equipe especializada.

Ao contrário da open-sourse, as plataformas híbridas e proprietária, têm o código em constante evolução na ferramenta. Isto é, acompanha as tendências do mercado para atingir eficientemente o público-alvo. O suporte às instabilidades do sistema também é um ponto forte dessas plataformas e-commerce, apesar de possuírem um custo mais elevado. 

Depois de escolher a melhor plataforma para atuar online, é necessário a compra do domínio do site, pelo Registro.com. O nome deve estar relacionado com a atividade-fim da empresa e de fácil assimilação pelo público-alvo.

De acordo com a sugestão HotMart, plataformas como Loja Integrada, Loja Virtual, Minestore, Shopify e Nuvemshop oferecem boas soluções para o comércio virtual. 

Portanto, antes de escolher em que plataforma atuar no e-commerce, o empreendedor precisa ter um Plano de Negócios em mãos, com os parâmetros da empresa bem definidos. Dessa forma, será possível usufruir das ferramentas virtuais a favor do negócio, captando melhor o público-alvo e agregar valor à marca. Se a personalização e atualização não for feita periodicamente e de acordo com as tendências do mercado, o crescimento do negócio pode ficar limitado.

Formas de pagamento e envio na plataforma 

No mercado e-commerce brasileiro, de acordo com o Sebrae, existem dois modelos de cobrança na plataforma proprietária: cobrança por módulos instalados e por recursos utilizados. Sendo que no primeiro, o empreendedor escolhe os módulos que precisa e paga um valor fixo para instalar e utilizar o produto. Já no segundo, permite que o empreendedor comece com investimento reduzido. Afinal, paga por utilização, usando todos os serviços dos módulos da plataforma conforme sua necessidade. 

Em relação à cobrança pelo serviço ou produto em si praticado pela empresa, na plataforma escolhida é possível configurar as opções de pagamento, como depósito em conta, cartão de crédito, paypal, boleto, entre outros. É importante frisar que quanto mais opções de pagamento (desde que não prejudique o lucro ou a logística do negócio), melhor para o cliente. 

Como a venda é feita inteiramente online, seja com produtos físicos ou digitais (como livros), a logística deve ser estrategicamente calculada para não prejudicar o prazo de entrega ao cliente. O uso dos correios ou de transportadoras são os meios pelos quais a logística é feita no Brasil.

Tipos de e-commerce

O modelo e-commerce possui uma gama de variedades. Sendo as principais: Business to Business (B2B), Business to Consumer (B2C), Consumer to Business (C2B), Consumer to Consumer (C2C) e o S-commerce (Social Commerce). Assim, é necessário avaliar as características e vantagens de cada um para definir a melhor a ser usada para o empreendimento.

O B2B, configura-se em um tipo de e-commerce para vender produtos a outras empresas, na maioria das vezes, peças e matérias-primas. Assim, as transações acabam sendo maiores, exigindo métodos mais robustos de pagamento, variáveis de preço, frete e regras de pedido mínimo.

O B2C, é o modelo mais usual de e-commerce, que vende para o consumidor final. Muitos que usam esse modelo também utilizam o market-place, como é o exemplo da Amazon e Magazine Luiza.

Fugindo do modelo tradicional, o C2B é o modelo em que o consumidor coloca seu produto/serviço à disposição das empresas. Um exemplo disso são plataformas de freelancers. O C2C, também foge do modelo tradicional, tendo como transação de um consumidor para o outro, como por exemplo, a plataforma do Enjoei.

Já o S-commerce, é um modelo de vendas dentro das redes sociais, como por exemplo, o Instagram e Facebook. Dessa forma, as compras podem ser feitas inteiramente por lá.

Planejamento de marketing

 Depois da estruturação e criação do e-commerce, é necessário estar sempre atualizando e gerindo o marketing da empresa. Afinal, com o mundo globalizado e mudanças constantes, é necessário estar sempre a par das necessidades e dores dos clientes. A elaboração de um Plano de Marketing, assim, é crucial para planejar e executar as estratégias de marketing. Visando um bom posicionamento da marca e sanar as dores dos clientes.

O Plano de Marketing, concomitante com o Marketing Digital, ajuda na previsibilidade das próximas ações de promoção da marca, de acordo com as informações da concorrência, clientes, parceiros e da própria empresa. No Plano de Marketing, é realizada uma pesquisa mercadológica, analisando o ambiente em que a empresa se encontra, definição do público-alvo, elaboração de uma persona (idealização de como é o cliente ideal para empresa na realidade), coleta de dados da concorrência e avaliação do ambiente interno e externo do empreendimento. Ademais, é elaborado um Plano de Ação, contendo as principais medidas que devem ser feitas para atingir o resultado desejado, por meio de planejamento de ações.

Dessa forma, o marketing é um pilar muito importante em qualquer empresa, seja física ou online. Afinal, ajuda a otimizar a abordagem com o cliente, criar estratégias de precificação e promoção da empresa, posicionar bem a marca para o público-alvo, atingir um público potencial, entre outras vantagens. 

Conclusão 

Sendo assim, é de suma importância contratar uma equipe especializada em marketing e comércio digital para uma elaboração consistente e consciente dos objetivos da empresa. Para que assim, as vendas sejam alavancadas e as dores dos clientes sanadas. Esses serviços são oferecidos pela PCJ, juntamente com um portfólio que auxilia o empreendedor a estruturar melhor sua marca, como o Plano de Marketing, Plano de Negócios, Pesquisa de Mercado e Estudo de Viabilidade Econômica. Todos os aspectos citados relacionados ao e-commerce são contemplados pelo portfólio PCJ, com indicação dos aspectos técnicos, bem como a tradução para uma linguagem próxima do cliente sobre a análise de marketing e comércio digital.

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Texto escrito por Letícia Marques, consultora de projetos da PUC Consultoria Jr.

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