Indexadores econômicos e sua importância nos rendimentos

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Os indexadores econômicos são parâmetros utilizados por economistas e tomadores de decisão para análises e referências com relação ao cenário econômico. O seu uso está relacionado com atividades de planejamento financeiro e investimentos, tanto pessoais, quanto empresariais. Os principais são o IPCA, IGPM, a Taxa Selic e o CDI. Entender como cada um funciona e como utilizá-los de maneira adequada é fundamental para o seu negócio.

IPCA

O IPCA é o índice considerado como oficial pelo governo. Utilizado para mensurar a variação dos preços de determinada cesta de bens para o consumidor final. Ou seja, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo é calculado mensalmente pelo IBGE. Sendo que o mesmo indica a inflação, caso haja aumento dos preços ou a deflação, caso haja diminuição dos preços no período.

         O índice é um importante indicador para determinar o poder de compra da população. Uma vez que a cada alta dos preços, os salários tornam-se proporcionalmente menores. E se proteger de grandes altas da inflação pode ser interessante. Visto que no Brasil houve um tremendo histórico negativo até a implantação do Plano Real em 1994.

         No mercado financeiro, existem diversos produtos com rentabilidade atrelada ao seu comportamento. E a principal função dos indexadores econômicos, é garantir o poder de compra do investidor ao longo do período aplicado. Outra aplicação do IPCA é para reajustes contratuais, o índice pode ser usado como referência para um possível reajuste de valores acordado entre as partes.

IGPM

Semelhantemente ao IPCA, o Índice Geral de Preços do Mercado é um indicador macroeconômico utilizado para avaliar a variação do nível geral de preços de um mês para o outro. O índice foi criado com o intuito de identificar os níveis de preços de uma forma mais abrangente. A principal diferença observada entre o IGPM e o IPCA é a sua composição. Já que o um privilegia os preços do atacado e o outro do varejo, respectivamente.

 Popularmente, o IGPM é conhecido como a “inflação do aluguel” e isso se dá, devido ao seu uso frequente como indexador de contratos de aluguéis. Entretanto, a sua função como indexador não se limita a esses contratos e à inflação. O indicador é utilizado recorrentemente a contratos relacionados a planos de saúde, seguros, imóveis e mensalidades de instituições de ensino.

         Por fim, pode se destacar que investindo em produtos atrelados à sua variação, há uma proteção mais imediata da alta do dólar. Isso ocorre pela sua composição que privilegia o setor atacadista, que por estar diretamente envolvido com processos de importação, sofre maior influência da variação cambial. Já no longo prazo, ambos os indicadores tendem a convergir, visto que os preços serão repassados para o comércio varejista logo em sequência.

Taxa Selic

         Talvez o indexador econômico mais popular entre os investidores, a Taxa Selic é conhecida como a taxa básica de juros do Tesouro Nacional. A Selic é estabelecida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central e tem por objetivo regular o volume de investimentos no país. De modo a não elevar significativamente a inflação e nem a taxa cambial.

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         Sua popularização ocorreu pelo programa do Tesouro Direto, feito pelo Governo Federal. Com o intuito de promover a poupança e o investimento das pessoas físicas, em um canal direto à plataforma do programa. O chamado Tesouro Selic é um dos exemplos de investimentos atrelados à Taxa Selic. O mesmo faz muito sucesso tanto para pequenos quanto grandes investidores que pretendem investir com menor grau de risco e maior liquidez.

         Dentre os demais indexadores econômicos, esse é muito importante devido a correlação feita entre o grau de risco de investimentos a serem feitos, com o considerado risco mínimo, que remunera a Taxa Selic. Em outras palavras, a atratividade de um investimento pode ser estipulada pela estimativa da remuneração em determinado grau de risco, em comparação com a remuneração proporcionada pela Selic, equivalente ao menor risco presente no mercado.

CDI

         Outro indexador bastante conhecido dos investidores é o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Ele tem esse nome, pois representa a taxa média que é cobrada nos empréstimos entre os bancos. Já que é uma necessidade dos bancos fechar o caixa com saldo positivo no final do dia. A fim de evitar um efeito cascata e uma crise generalizada.

         Até pela sua composição, está na essência do CDI uma forte ligação com o mercado financeiro. O indexador é utilizado como benchmark principalmente de instrumentos de renda fixa e ainda é utilizado por alguns gestores de fundos de investimentos, ou seja, o parâmetro utilizado é o rendimento anual dessa taxa.

         A taxa pode ser utilizada para cláusulas contratuais de empréstimos bancários, reajustes de dívidas e principalmente como rendimento de aplicações financeiras, portanto é importante se atentar à mesma no momento de ingressar no mercado financeiro, para evitar surpresas e decepções.

Como utilizar os indexadores econômicos?

         Como apresentado anteriormente no texto, cada indexador tem sua especificidade e função, são insumos fundamentais para a tomada de decisão de gestores competentes e essenciais para a análise de especialistas.

 Por isso, o time da PUC Consultoria Júnior conta com consultores capacitados para realizar projetos de Planejamento Financeiro, Estudo de Viabilidade Econômica e Plano de Negócio, para aqueles que desejam empreender e investir com a tutela de profissionais. Entre em contato conosco hoje mesmo! 

Texto escrito por Ênio Plauto, consultor de projetos da PUC Consultoria Jr.

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