Marketplace e suas vantagens

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O contexto virtual começou há pouco tempo. Entretanto, muitas pessoas ainda não trouxeram suas vantagens para o dia-a-dia. A tecnologia revolucionou diversos setores da sociedade: agricultura, economia, medicina e até mesmo o meio ambiente. E as vendas, não passaram despercebidas nesse processo. Para alavancá-las, o marketplace é uma ótima ferramenta para vendedores disponibilizarem seus produtos e se conectarem com os clientes, tanto no meio virtual (e-marketplaces), quanto no real. 

O “marketplace”, literalmente descrevendo-o, é “lugar de mercado”. E na prática, é realmente o lugar onde reúne vários tipos de produtos e serviços, para atingir vários clientes quanto o possível. Marketplaces voltados para um segmento específico também existem, bem explorados pela Amazon, por exemplo. Montar essa estrutura auxilia muitos pequenos empreendedores, afinal, eles conseguem se conectar com uma grande rede de pessoas, atingindo seu público-alvo. E tudo isso sem se preocupar com grandes custos e despesas, característicos de um estabelecimento físico.

Vantagens do marketplace 

As maiores vantagens do uso do marketplace se estende tanto para os lojistas, para os consumidores e para o próprio operador da plataforma, de acordo com o Sebrae. No primeiro caso, o lojista teria vantagens na alavancagem de seu marketing e acompanhamento das métricas para melhorar e adaptar o seu negócio. No segundo, é a facilidade de encontrar os produtos que procura, por um preço acessível (pagando um único frete) e comparando-os. Já no terceiro, para o operador, é o ganho de receita pelas vendas dos lojistas. 

Fatores de atenção no marketplace 

O fator que deve ser de maior preocupação para o lojista, é selecionar o seu nicho. Nicho de mercado é uma parte inexplorada do mercado. Dessa forma, quando o vendedor consegue mapear o perfil do seu público-alvo e de seu nicho, as vendas podem ser alavancadas. Esse é um importante fator de uma análise mercadológica, que ajuda o negócio em todos os aspectos, começando pela captação e fidelização de clientes. 

Existem variações de marketplaces no mercado. O mais famoso deles é o B2C (Business to Consumer), que são transações de CNPJ para PF. Como por exemplo, as Lojas Americanas e a Dafiti. O tipo B2B (Business to Business) também é bastante usado, de CNPJ para CNPJ. Depois, vem C2C (Consumer to Consumer), de PF para PF, como é o caso do Enjoei, plataforma em que os próprios clientes negociam entre si. Já o Marketplace de Nicho, são aqueles que querem atingir um público em específico, como a Netshoes e a Dafiti, que podem se enquadrar em qualquer um dos outros três modelos citados.

Marketplace X E-commerce 

Apesar de ter um conceito muito claro, o Marketplace pode se confundir com o e-commerce, pela semelhança entre ambos: o marketing digital. Entretanto, ambos têm algumas diferenças, como investimento, marketing, alcance, pagamentos, segurança e concorrência. Contudo, a principal diferença é que o e-commerce é uma loja online própria da marca e o marketplace é uma espécie de shopping virtual, onde são vendidos uma diversidade de produtos.

Nos aspectos diferenciais entre e-commerce e marketplace, o primeiro necessita que o dono procure a melhor plataforma, verifique as formas de pagamento, enquanto o segundo tem uma empresa que controla tudo isso. Em outro prisma, do marketing digital, o primeiro modelo precisa ter seu marketing gerenciado pelo dono (para ganhar visibilidade), enquanto o segundo não passa pelo crivo do dono, mas sim da plataforma utilizada, além de ter um fluxo de visitantes muito maior. Entre essas e outras diferenças, faz com que o e-commerce seja “exclusivo” das decisões do empresário e o marketplace, dependente da plataforma de uso, mas faz com que o dono tenha menos “preocupações”.

Conclusão 

Com isso, é importante que o empresário tenha consciência das diferenças entre ambos os modelos de negócio virtual, para que decida em qual entrar, equilibrando as vantagens e desvantagens. É muito importante que os riscos financeiros, a segurança de dados, formas de pagamento, objetivo de marketing até o público-alvo e outros aspectos sejam avaliados antes de entrar em uma plataforma de vendas. Com isso bem decidido, o empreendedor poderá ter um escopo definido do seu negócio, visando melhor captação de clientes, gestão do fluxo de caixa e geração de valor.

A PCJ, visando os novos modelos de mercado que melhor atendem ao consumidor, tem um portfólio estruturado para auxiliar no controle financeiro (Planejamento Financeiro), nas estratégias de marketing (Plano de Marketing) e mapear e otimizar processos (Mapeamento de Processos). Esses serviços auxiliam o empreendedor antes e durante a criação de uma empresa, seja ela física ou virtual. Com isso, a devida escolha entre marketplace ou e-commerce gerará bons frutos. 

Texto escrito por Vittor Haddad, consultor de projetos na PUC Consultoria Jr.

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